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ÕÀÄÄÈÑËÈÍÑÁÐÅÀÍ 2 - A Stultifera Navis contra ataca.

By: Izabella Coutinho

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Sunday, 26-Oct-2008 19:08 Email | Share | | Bookmark
Nostalgiando...

Dias como hoje... tão cara de verão de ano 2000... meu segundo ano do ensino médio... ainda acreditava em coisas q hj nem mais penso. Vislumbrava um caminho pra mim... tão longe de minha atual realidade, tão incrivelmente parecido com o q hj sou!
Pensava em vestibular, no q queria ser. Comecei a descobrir o q realmente me atraía e o q não queria pra mim de jeito nenhum.(Tb foi qnd comecei a prestar atenção a coisas mt importantes hj pra mim).
Saía de uma fase depressiva q havia rendido meia década de isolamento e comemorava com um comprtamento anorexico lobertador (pq não vejo as 'doenças' como algo unicamente malígno). Foi o ano em q voltei a ter corpo. O ano em q percebi q estava viva e q a vida era viva. Chorava bastante de felicidade, talvez como se estivesse ficado cega e trancafiada por anos e, de repente, reconquistasse não só minha visão, como tb minha liberdade.
Estava pra ganhar alta da terapia. Tive meu primeiro namorado. Dei meu primeiro beijo entre crises deriso, rubores e sucos de laranja em um lugar bem próximo daqui. A primeira vez q andei de mãos dadas na rua - q coisa estranha q foi! rsrs
É estranho, mas tudo isso parecia um outro mundo. Tanto encantamento com tudo, todas as cores... Aquela sensação de férias chegando, de Natal...
Tb foi qnd redescobri minha família. Havia meu pai e minha mãe, q eram meus pais, e não estranhos q moravam comigo.
Havia tod um mundo lá fora e eu só queria viver!
Tb redescobri o Sol (apesar das alergias da época) e as plantas e bichos como plantas e bichos, integrantes de um Todo.
Ah, o fim do ano 2000 foi uma época tão mágica, tão fantástica!!! É por isso q, em dias lindos como esse, sempre acabo me lembrando e, pq não, revivendo todo aquele sentimento.
... já escurece mais. Ouço uma cigarra cantar, não existe mais o tempo. Todos os fins de anos se embaralham como um e culminam, incrivelmente, como o hoje!

Fiquei curiosa em saber sobre o resultado da sua cirurgia ortognática! Vou fazer tbm (vc já deve saber como estou! Wed 21-Oct-2009 14:40
Posted by:Joana j@hotmail.com
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Monday, 20-Oct-2008 23:45 Email | Share | | Bookmark

Até q ponto nos vale a pena sermos nós mesmos?
Essa pergunta acaba de atingir minha mente como um furacão. Sempre tive a questão de ser eu mt resolvida em minha mente. Eu seria aquilo q eu acreditasse, fosse demanda do impessoal ou não. Eu escolheria meu caminho sem maiores problemas, faria as coisas do jeito q eu acreditasse q fossem certas. Mas... e não quisermos mais a isso? Não digo de não querer mais ser eu, pq hj em dia posso dizer tranquilamente q me amo, mas, se não quser ser mais do jeito q venho sendo. E se quiser seguir o impessoal? E se quiser me perder no mundo? Eu posso, eu sei q posso! Só não sei como...
Mas é difícil qnd temos de escolher entre sermos a nós mesmos como queremos ser, e os resultados q queremos ter - e q mtas vezes são difíceis de se conseguir sendo do nosso jeito.
Como pesar, como medir... não é posível, sei, mas como gostaria!!! Como gostaria de uma fórmula pronta, certinha!!! Ah, sonho, devaneio...
Mas nem é tão devaneio assim! Muita gente vive nessa fórmula. Segue passo a passo o q lhes é dito e ainda conseguem ser felizes! Mas não é essa felicidade q procuro. Não quero viver num mundo onde A+B=AB invariavelmente! Quero tentar, seguir, quebrar a cara e, qnd conseguir algo, quero ter participação no meu mérito!
Mas às vezes isso é tudo tão difícil... às vezes tudo o q desejamos é sentar em frente a uma tv, escolher o filme mais tranquilo q acharmos e comermos bolo de chocolate de pijama e sem pentear o cabelo. É uma vontade tão grande de deitar quietinha num canto e deixar q decidam tudo por vc - não nem isso! - e deixar q a deixem lá jogada naquele canto.Bem, embora essa seja uma opção, e embora eu a tenha escolhido para o dia de hoje, não é a q quero fazer pra todos os dias de minha vida. (Até pq, ainda pra completar, qnd escolhemos, escolhemos não somente por nós, mas tb pelos outros. Nossas escolhas influenciam na vida de todos à nossa volta e não há nada q possamos fazer contra isso... nem ir para o Himalaia, Izabella).
É, estou cansada... mas ainda quero continuar tentando comigo mesma e, se nada melhorar, aí sim acho q vou experimentar ser os outros um pouquinho...


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Sunday, 19-Oct-2008 16:37 Email | Share | | Bookmark

E ele continua mudando... ela não sabe como reagir, não sabe o que pensar sobre tudo isso, sobre todas essas mudanças, mas ele muda sem nem ao menos perguntar pra ela, sem nem ao menos se importar se ela não o reconhece mais quando o vê.
Não vou dizer q ela sofra, mas acho q anda meio cansada. Não sabe aonde tudo isso irá parar, mas tenta se animar pensando q nunca sabemos aonde nada vai parar e, com isso, tb não seria diferente... não é só pq uma coisa é impensada q quer dizer q ela não exista.
Ele muda. Todos os dias, a cada segundo. E ela olha com os mesmos olhos, mas q tb já não são os mesmos pois ele tb os mudou.
Às vezes ela se sente como uma criancinha assustada q nada pode fazer contra aquilo q a assusta. Há coisas q não há como controlar. Há coisas q estão além de nós, ela deve admitir.
E qm será ele amanhã? Qm será ele na próxima semana, no próximo mês? Ela não sabe! Nem mesmo ele sabe dessas coisas! Ele muda, apenas isso. Talvez, lá dentro dele, tb haja um medo em relação a isso... talvez ele tb se assuste tanto qnt ela, mas não deixa transparecer.
E nisso eles continuarão até q chegue o momento q ele decida não mais mudar. Então poderão ver juntos o q aconteceu nesse tempo e em suas turbulências. E sim, ela estará lá para poder ver tudo isso, pois, no fundo, ela sabe q o medo de desaparecer para ele não é real. Ele não existe sem ela, assim como ela não existe sem ele - ao menos pelos anos de agora.
Em sustos, preocupações e alegrias, eles seguem, esperando o fatídico fevereiro, qnd esperam começar a mudança rumo a estabilidade...

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Wednesday, 1-Oct-2008 14:39 Email | Share | | Bookmark
Afinidade é dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao de

Sei q há muitas pessoas com as quais compartilhamos afinidade ao longo desta vida, mas gostaria de dedicar essa crônica - q nem minha é, mas, como leitora, sinto-me no direito de fazer dedicações tb - a meu maior afim, Emerson Cardozo, q, ao longo desses dez anos de convivência presente e ausente, cresce comigo como o irmão q nunca tive, ou ainda mais profundo do q toda metáfora q poderia tentar usar aqui.

PS: Texto comentado... rsrsrs
As palavras de dentro dos colchetes "[]" são minhas - não culpem o Artur pelas insanidades de lá...

~~ Afinidade é dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois ~~
(Artur da Távola)

Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente tb.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distências, as impossibilidades. Qnd há afinidade, qq reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em q foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas qnd existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois q as pessoas deixaram de estar juntas. O q vc tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro de sua boca diante de alguém com qm vc tem afinidade. [ e a gente q o diga...]
Afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos q impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar uma palavra. É receber o q vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. [lembra de nossas últimas conversas no sofá aqui de cima? E dos longos silêncios sem angústia e nem necessidade de serem preenchidos? rsrsrs... lembrei como vc implicava com esses silêncios no início... é interessante ver como nos misturamos (eu entrei na sua fala e vc entrou no meu silêncio) e chegamos a um comum! E qnd a gente já concorda sem nem terminar a história do outro? rsrs Lembra tb do tempo q moramos no mesmo prédio, período q menos nos vimos, pois bastava olhar a luz do quarto do outro acesa pra nos sentir bem]
Afinidade é sentir com. Nem sentir 'contra', nem sentir 'para', nem sentr 'pelo'. Quanta gente ama, loucamente, mas sente 'contra' o ser amado. Qntos ama e sentem 'para' o ser amado, não para eles próprios.
Sentir 'com' é não ter necessidade de explicação do q está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do q falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é sentir 'com', mas jamais sentir 'por'. Qm sente 'por' confunde afinidade com masoquismo. Qm sente 'com' avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Qm não tem afinidade, questiona por não aceitar.Só entra em relação rica e saudável com o outro, qm aceita pra poder questionar. Não sei se sou claro: Qm aceita pra poder questionar, não nega ao outro a possiblidade de ser o q é, como é, da maneira q é. E uma vez aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso. Isso é afinidade. Mas o habitual é a gente ver alguém questionar pq não aceita o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona. Questionamento de afins, eis a (in)fluência. Questionamento de não afins, eia a guerra.
A afinidade é um sentimento singular, discreto, independete. Não precisa do amor. Pode existir qnd ele está presente ou qnd não. [é isso tudo o q nunca entenderam e aceitaram na gente... coitados, não são nossos afins...]
Independe dele. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar. Há afinidade por pessoas com qm nunca falamos e de qm nada sabemos. Há afinidade com pessoas de outros continentes a qm nunca vemos, veremos ou falaremos.[temos bastante afins assim, não??? ]
Qm pode afirmar q, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintonias com pessoas distantes, com amigos a qm não vemos, com amores latentes, com irmãos do não vivido? [putz, lembra de qnd cismamos em tentar nos encontrar na praça durante o sonho??? O sonho de fazermos viagem astral juntos?!!! Poxa, ainda tenho vontade...]
A afinidade é singular, discreta e independente, pq não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com qm se estabeleceu o vínculo de adinidade! No dia em q vc a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em q parou. Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas q as têm. [nem vou comentar rsrs]
Por prescindir do tempo e ser a ele superior, a afinidade vence a morte pq cada um de nós trás afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente. Ela se prolonga nas células dos q nascem de nós, para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade. E exigente, apenas de uma coisa: q as pessoas evoluam parecido. Q a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, pq o q define uma afinidadeé a sua existência tb depois. [lembra do tempo q havia medo do depois? Qnd vc reclamava dizendo q um belo dia seguiríamos caminhos diferentes e nunca mais as coisas seriam iguais - se é q voltássemos a nos encontrar? É engraçado como esse medo já não existe mais... já transcedemos o medo do depois, o medo da perda. Sabemos q isso é só ilusão]
Aquele ou aquela de qm vc foi tão amigo ou amado, e anos após encontra com saudade ou alegria, mas percebe q não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com qm a afinidade foi temporária. É supratemporal. Nada mais doloroso do q contemplar uma passada afinidade, ou a ilusão de q as vivências daquela época eram afinidade. A pessoa mudou, transformou-se por outros meios. A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas e plantios de resutado diverso. [Isso me lembra naquele período estranho q eu estava experimentando o 'ser normal', lá pra 2004, qnd tudo começou a ficar esquisito em nossa afinidade. Mas acredite, não foi só vc qm ficou preocupado de todo aquele tempo de antes ter sido 'ilusão', eu tb fiquei. E preciso ainda confessar uma coisa: foi o não conseguir q nossa comunicação fosse tão boa q me deu forças pra eu deixar de lado aquela idéia e voltar pra mim; Por mais q me revoltasse com vc, tb me revoltava comigo, por estar fazendo aquilo, por querer ser um algo q não sou pra conseguir algo q não me é verdadeiro ao invés de ser o q sou e manter o q existe]
Afinidade é ter estragos psemelhantes e iguais esperanças permanecentes. Afinidade é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, qnt das impossibilidades vividas. [e esse parágrafo nem precisa de mais palavras!]
Afinidade é retomar a relação no ponto em q parou, sem lamentar o tempo da separação. Pq tempo e separação nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para q a maturação comum pudesse se dar. E para q cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado.


Puta merda, Izabella! A nossa afinidade foi registrada antes q nós nos conhecêssemos, ou antes que nós nos déssemos conta do que se trata. Sabe q eu me sinto um ser humano quando olho e lembro de quem a gente era quando se conheceu. Eu nem era do mal, nem me vestia todo de preto e vc me aceitou. Vc nem era popular, nem era divertida, bem humorada, e eu te aceitei. E depois, passei a adorar andar de preto, já até fui cabeludo (e estou voltando a ser) e vc já foi uma falastrona de saínha rosa. Hj somos uma mistura de nós mesmos com todos nós dois q já existiram.

Às vezes eu sinto que nós estamos no mesmo pomar. Só que é noite e nós saímos um para cada lado pra procurar frutas diferentes e, enquanto isso, vamos nos falando de longe, ouvindo apenas a voz um do outro sem saber de q lado ela vem. E aí, assim q encontrarmos as frutas, ou lagartas, folhas diferentes e discutiremos profundamente e satisfatoriamente sobre o que encontramos, o que vimos. Lógico que nesse pomar, vamos nos sentir de vez em quando num mangue, num deserto, numa ilha desabitada, e até em Saquarema...

E tudo isso é porque temos o prazer de depois podermos compartilhar a graça que têm todas as nossas desventuras e devaneios (adoro essa palavra) tbm.


Não sei como comentar algo como esse texto, Izabella.

Ainda bem que eu não preciso.
Wed 1-Oct-2008 16:59
Posted by:Emer
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Friday, 12-Sep-2008 21:29 Email | Share | | Bookmark

Dificuldades? Pq tantas pessoas (das quais me incluo, óbvio... rsrsrs) tendem tanto a querer dificultar as coisas?
Se pararmos pra pensar bem, não há dificuldade nenhuma em nada, nós é q as colocamos. Nós qm queremos fazer isso ou aquilo daquele ou daquela outra forma muito mais complexa do q nos era necessário fazer e pq? Pq essa necessidade de complicar, dificultar tudo??? O q a gente ganha com essa mania?
Ainda não sei...
Afff... algo aconteceu no meio desse relato e vou ter de deixar em aberto q nem o anterior q ainda não tive coragem de vir completar...

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Wednesday, 27-Aug-2008 00:15 Email | Share | | Bookmark
Pq o Rio merece cediar as olimpíadas de 2016

E por que o Rio merece cediar as olimpíadas de 2016? Simples! Pq nenhum outro lugar incentiva tanto o atletismo como ele!!!
E como incentiva?
Qualquer um q tente se locomover de um bairro a outro lá pelas cinco da tarde entende do q estou falando. E não é só isso, não, até mesmo as pessoas estão totadas em clima esportivo: uns parecem q são de sua equipe, outros, adversário, alguns juízes e por aí vai.
Pra fundamentar meu argumento vou citar o ocorrido comigo nessa segunda-feira qnd, inocentemente aceitei marcar consulta com meu buco às quatro da tarde. Saí era cinco pras cinco e caminhei tranquilamente as (creio agora q) duas quadras q separam o consultório até o metrô sem saber ainda o q me esperava.
Tudo igual como sempre - até achei relativamente vazio qnd entrei no vagão. Não sentei, mas podia escolher em qual 'barrinha' queria me segurar. Fomos seguindo, passamos em paz pelo Arcoverde, nada podia nem ao menos me preparar para o q viria em seguida. Paramos em Botafogo e daí começou a complicação. Era gente q não tinha mais fim, um empurra empurra danada, mas tudo dentro ainda de uma normalidade convencional. Meio apertados passamos pelo Flamengo, mais paertados ainda no Largo do Machado e atingimos o fim do mundo no Catete. A essa altura o habitual empurra empurra já tinha virado luta e, se vale-tudo fosse categoria de olimpíada, ninguém nunca conseguiria tirar o ouro de um brasileiro - ao menos um brasileiro q more no Rio e pegue metrô nesse horário.
E anda o metrô em alta velocidade, e cai um prum lado, cai outro pro outro. Ah

(continua a seguir)

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Tuesday, 26-Aug-2008 20:36 Email | Share | | Bookmark

Já tem um certo tempo - porém não muito - que venho percebendo q o modo de me mover na dança anda um tanto diferente de antes (para além de minha falta de preparo físico e força... ). Os movimentos andam mais delineados, calmos (mesmo os agitados), claros... não pareço mais aquela menina q corria atrás da coreografia como se qq desvio fosse me levar ao sofrimento eterno. E, por incrível - ou zen - q pareça, agora q não mais me esforço tanto tudo sai melhor.
Hoje, voltando do ballet e pensando sobre tudo isso descobri a razão: não sou mais aquela pessoa. Mudei e mudei muito e isso se reflete até na dança. Há uma paz, um eterna tranqüilidade - porém conservo carinhosamente meus momentos de total desespero.
E como consegui essa transformação de pessoa mais ansiosa do mundo pra um ser em paz? Bom, não há uma única razão, claro, mas um dos maiores fatores foi a ortognática, sei disso. Sou uma outra pessoa não somente estetica e funcionalmente, mas uma outra pessoa no total, no espírito.
Não tenho mais muito a dizer, apenas quero mostrar como... não, espera aí q vou fazer uma filosofia q me surgiu enquanto jogava 'need fo speed 2', q diz q devemos acelerar, mas, às vezes é preciso freiar... rsrsrs e essa é a mais pura verdade. Se nunca freiarmos, se nunca diminuirmos a velocidade vamos acabar perdendo o controle e batendo de lado a outro da pista - continuando com a metáfora.

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Wednesday, 20-Aug-2008 23:18 Email | Share | | Bookmark
Alguns fragmentos interessantes

Fragmentos interessantes extraídos de "O Tao da Física" de Capra:

Esse primeiro é uma citação extraída do sutra e parafraseada por D.T. Suzuki:
" A Torre é tão ampla e espaçosa qnt o próprio céu. O assoalho é recoberto de inumerávies pedras preciosas de todos os tipos. Dentro da Torre existem inumeráveis palácios, pórticos, janelas, escadarias, balaustradas e passagens, todas feitas com os sete tipos de pedras preciosas [...]. E dentro dessa Torre, espaçosa e primorosamente ornamentada, existem tb centenas de milhares [...] de torres, cada uma delas tão primorosamente ornamentada como a Torre principal e tão espaçosa como o céu. E todas essas torres, cujo número está além do cálculo, não obstruem os caminhos umas às outras, cada uma preserva sua existência individual em perfeita harmonia com todas as demais. Nada existe aqui q impeça uma torre de se fundir com todas as outras, individualmente e coletivamente. Existe um estdo de perfeita mistura e, contudo, de perfeita ordem. Sudhana, o jovem peregrino, vê a si mesmo em todas as torres e em cada uma delas, onde todas estão contidas em uma e cada uma contém todas."

Outro fragmento é do boostrap dos hadríons:
"[...] os hadríons 'envolvem' uns aos outros no sentido dinâmico e probabilístico da teoria da Matriz S; sendo cada hadríon um 'estado ligado' potencial de todos os conjuntos de partículas q podem interagir mutuamente para formar o hadríon em questão. Nesse sentido, todos os hadríons são estruturas compostas cujos componentes são novamente hadríons e nenhum é mais elementar que os outros. As forças de coesão q matêm juntas as estruturas manifestam-se através da troca de partículas e essas partículas trocadas são, novamente, hadríons.. Cada hadríon, portanto, desempenha três papéis: é uma estrutura composta, pode ser o componente de um outro hadríon e pode ser trocado entre os componentres e, assim, constituir parte das forças q mantêm unida uma estrutura. O conceito de 'cruzamento' é decisivo para essa representação. Cada hadríon é mantido junto por forças relacionadas à troca de outros hadríons no canal cruzado, cada um dos quais, por sua vez, é mandido junto por forças para as quais contribui o primeiro hadríon. Dessa forma, 'cada partícula ajuda a gerar outras paartículas q, por sua vez, a geram'. O conjunto de hadríons gera a si mesmo dessa forma ou se ergue, por assim dizer, por seus botstraps. A idéia é, então, a de q esse mecanismo bootstrap extremamente complexo é auto-determinante, ou seja, q existe apenas uma maneira pela qual isso pode ser alcançado. Em outras palavras, existe um único conjunto possível autoconsciente de hadríons - aquele encontrado na natureza" e, por isso, se pode dizer que "cada partícula consiste em todas as demais partículas".

Bom, por hoje é só

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Monday, 11-Aug-2008 14:44 Email | Share | | Bookmark
A vida é o ato de viver, a vida é o ato de ser vivo!

Há alguns dias aconteceu uma coisa fantástica comigo q, por enrolação mesmo, não vim aqui falar. Mas agora, estou de volta e volto a escrever nesse canto

Finalmente, depois de muito desejar e não conseguir me sentir plenamente 'dentro' de tudo o q acredito e amo, fui empurrada - sim, digo empurrada pq tive auxílio, um tanto inesperado, confesso, q me colocou em conflito com muitas coisas dentro e fora de mim e, finalmente, fiz minha escolha, finalmente fiquei totalmente do meu lado, do lado de tudo aquilo q considero ser o melhor caminho para mim.
Não foi muito fácil, confesso. Digo até q chorei por um dia e fiquei meio calada por mais dois, mas, ao final desses três dias de terror, qnd consegui me reestabelecer e elaborar todo o ocorrido, nossa, foi a coisa mais linda da minha vida!!!
Desde então digo q finalmente me transformei na nova Iza q ainda estava fazendo alguns acertos pra poder nascer de verdade. E ela nasce cheia de ataques de euforia, em um mundo cheio de possibilidades, cheio de escolhas q ela pode ou não fazer.
Tá, tudo isso tb já era sabido pela velha Iza, mas confesso q ela não tinha muita força pra seguir uma vida assim. Sabe, tenho de falar q sempre me aproveitei muito do papel de vítima em toda a minha vida. Pra falar a verdade, é até muito confortável: vc fica lá, parado, achando q o mundo todo é culpado pela sua situação, menos vc e, por não haver nada q se possa ser feito, vc nada faz, então fica ali, imóvel, apenas sentindo pena de si mesmo e pronto, fim de conversa, fim de papo e fim de todas as possibilidades de risco. Chega a ser impressionante de como é simples!

Sabe, já havia um tempo q percebia q 'pena' era um sentimento q não habitava mais o meu ser. Sempre acreditei q não havia vítimas ou algozes, mas tb senpre gostei muito de me dar uma culpa aqui e ali e uma vitimizada sempre qnd possível (e por quantas vezes sofri com esse paradoxo!).
Mas dessa vez foi diferente, e não foi com qualquer coisa.
Durante todo o estranho dia do dia seguinte ao ocorrido, tive meus momentos de choro de pânico (claro, mudar de realidade assusta mesmo), mas, em todas as vezes q chorava vinha sempre um pensamento em minha cabeça: "não sei pq vc chora. Foi vc mesma qm pediu por isso. Foi vc qm quis q tudo isso acontecesse. Isso tudo nada mais é do q a consequência de seus atos." Fiquei pensando nisso durante mt tempo. Tinha plena consciência de q essa era a mais pura verdade, mas foi a primeira vez q isso realmente resoou em mim.
Pensei e pensei e cheguei a um outro pensamento, complementar desse, mas ainda mais fenomenal! Pensei: "Izabella, vc se arricou! Vc teve coragem de fazer uma coisa bem complicada. Vc se expôs! E, agora, vc está aí, sofrendo as consequências de tudo isso, mas sei q não vai se fechar por causa disso. Essa situação é essa, é única, vc vai passar por ela como um grande aprendizado em sua vida e, como depois de todas as coisas aparentemente ruins, vc vai ficar mais forte e mais feliz" E dito e feito!
Na verdade, eu sabia q não poderia tudo ter acontecido de forma mais perfeita! (Não defendendo assim os atos alheios, não, pq, tirando o q eu fiz com isso, foi uma merdaria danada e uma das maiores provas de desconsideração q tive em toda a minha vida) Mas seguindo com a parte boa, essa foi a primeira vez q fiquei totalmente do meu lado. Ah, tenho de esclarecer de q, para além do ocorrido ainda estava passando por problemas de discórdia filosófica o q, com algumas pessoas, têm forte impacto em mim.
Fiquei do meu lado, do lado de tudo o q sustento a minha vida, assumi minha condição existencial e decidi q era hora de seguir. Seguir rumo a novos horizontes. Seguir forte, mais convicta de quem sou.
E chegou a hora finalmente de fechar um longo ciclo q, eu já sei, deveria ter sido fechado há mais tempo. Mas, se tivesse sido fechado há mais tempo, teria sido de outra forma e, se tivesse sido de outra forma, nunca conseguiria entrar nesse mundo cada vez mais mravilhoso q me encontro desde então.

E é isso. Agradeço àqueles q participaram pela participação e espero q todos encontrem seus caminhos, assim como consegui encontrar o meu!
Pq a vida é isso... a vida é o ato de viver!!!
A vida é o ato de ser vivo!!!

E citando um pouco Madonna:
"Your heart is not open, so I must go
The spell has been broken...I loved you so
Freedom comes when you learn to let go
Creation comes when you learn to say no
You were my lesson, I had to learn (...)
Learn to say good-bye
I yearn to say good-bye
(..) There's no more places to hide
There's no greater power than the power of good-bye"

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Tuesday, 22-Jul-2008 19:14 Email | Share | | Bookmark
Um post para não morrer

Nossa, tem um mês q não venho aqui!!!
Pois é, mas, o fato é não ter muita coisa nova q seja do interesse geral de ser lido...
Como sempre na vida, há coisas boas e coisas ruins acontecendo, mas não vale a pena entrar em grandes detalhes... às vezes acho q é hora de dar um fim nisso daqui, mas confesso q não tenho coragem... tem tanta coisa aqui... afinal, são quatro anos só nesse mesmo lugar, e isso não é tão simples de se deixar de lado de uma hora pra outra.
Por isso venho escrever aqui, pra manter o espírito q, mesmo abandonado, continua vivo, talvez.
E por causa disso não tenho atualizações. Mas vou tentar voltar a entrar em sintonia com este lugar. Há bastante coisas interessantes passando por minha mente e espírito e acho q merecem ganhar uma postagem mais concreta. Mas não agora. Ando com algumas coisas na cabeça, ou melhor, ando com falta de algumas coisas pela hipófise mesmo... rsrsrs
Então depois eu volto. Pode até demorar um pouco, mas volto - se bem q dessa vez não creio q me demore tanto assim...
Bisinhos a todos!!!
~~~

Oi não deixa morrer seu blog não
Izabella não sei mais se faça operação ou não...Tenho muito medo de não aguentar a recuperação...
Queria te deixar meu mail,mas fica aparecendo para todos não é??
Como eu faço??
Thu 24-Jul-2008 18:01
Posted by:Cati
Vixe, Cati, tb não sei como se deixa e-mail aqui sem ser visto...
Hummmm... vc tem Orkut???
Caso tenha, é só colocar Izabella Coutinho lá e me acha, daí temos os depoimentos, onde podemos trocar essas informações
Bisinhossss
~~~
Mon 11-Aug-2008 17:44
Posted by:Izabella
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