ÕÀÄÄÈÑËÈÍÑÁÐÅÀÍ 2 - A Stultifera Navis contra ataca.

By: Izabella Coutinho

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Sunday, 26-Oct-2008 19:08 Email | Share | | Bookmark
Nostalgiando...

Dias como hoje... tão cara de verão de ano 2000... meu segundo ano do ensino médio... ainda acreditava em coisas q hj nem mais penso. Vislumbrava um caminho pra mim... tão longe de minha atual realidade, tão incrivelmente parecido com o q hj sou!
Pensava em vestibular, no q queria ser. Comecei a descobrir o q realmente me atraía e o q não queria pra mim de jeito nenhum.(Tb foi qnd comecei a prestar atenção a coisas mt importantes hj pra mim).
Saía de uma fase depressiva q havia rendido meia década de isolamento e comemorava com um comprtamento anorexico lobertador (pq não vejo as 'doenças' como algo unicamente malígno). Foi o ano em q voltei a ter corpo. O ano em q percebi q estava viva e q a vida era viva. Chorava bastante de felicidade, talvez como se estivesse ficado cega e trancafiada por anos e, de repente, reconquistasse não só minha visão, como tb minha liberdade.
Estava pra ganhar alta da terapia. Tive meu primeiro namorado. Dei meu primeiro beijo entre crises deriso, rubores e sucos de laranja em um lugar bem próximo daqui. A primeira vez q andei de mãos dadas na rua - q coisa estranha q foi! rsrs
É estranho, mas tudo isso parecia um outro mundo. Tanto encantamento com tudo, todas as cores... Aquela sensação de férias chegando, de Natal...
Tb foi qnd redescobri minha família. Havia meu pai e minha mãe, q eram meus pais, e não estranhos q moravam comigo.
Havia tod um mundo lá fora e eu só queria viver!
Tb redescobri o Sol (apesar das alergias da época) e as plantas e bichos como plantas e bichos, integrantes de um Todo.
Ah, o fim do ano 2000 foi uma época tão mágica, tão fantástica!!! É por isso q, em dias lindos como esse, sempre acabo me lembrando e, pq não, revivendo todo aquele sentimento.
... já escurece mais. Ouço uma cigarra cantar, não existe mais o tempo. Todos os fins de anos se embaralham como um e culminam, incrivelmente, como o hoje!


Monday, 20-Oct-2008 23:45 Email | Share | | Bookmark

Até q ponto nos vale a pena sermos nós mesmos?
Essa pergunta acaba de atingir minha mente como um furacão. Sempre tive a questão de ser eu mt resolvida em minha mente. Eu seria aquilo q eu acreditasse, fosse demanda do impessoal ou não. Eu escolheria meu caminho sem maiores problemas, faria as coisas do jeito q eu acreditasse q fossem certas. Mas... e não quisermos mais a isso? Não digo de não querer mais ser eu, pq hj em dia posso dizer tranquilamente q me amo, mas, se não quser ser mais do jeito q venho sendo. E se quiser seguir o impessoal? E se quiser me perder no mundo? Eu posso, eu sei q posso! Só não sei como...
Mas é difícil qnd temos de escolher entre sermos a nós mesmos como queremos ser, e os resultados q queremos ter - e q mtas vezes são difíceis de se conseguir sendo do nosso jeito.
Como pesar, como medir... não é posível, sei, mas como gostaria!!! Como gostaria de uma fórmula pronta, certinha!!! Ah, sonho, devaneio...
Mas nem é tão devaneio assim! Muita gente vive nessa fórmula. Segue passo a passo o q lhes é dito e ainda conseguem ser felizes! Mas não é essa felicidade q procuro. Não quero viver num mundo onde A+B=AB invariavelmente! Quero tentar, seguir, quebrar a cara e, qnd conseguir algo, quero ter participação no meu mérito!
Mas às vezes isso é tudo tão difícil... às vezes tudo o q desejamos é sentar em frente a uma tv, escolher o filme mais tranquilo q acharmos e comermos bolo de chocolate de pijama e sem pentear o cabelo. É uma vontade tão grande de deitar quietinha num canto e deixar q decidam tudo por vc - não nem isso! - e deixar q a deixem lá jogada naquele canto.Bem, embora essa seja uma opção, e embora eu a tenha escolhido para o dia de hoje, não é a q quero fazer pra todos os dias de minha vida. (Até pq, ainda pra completar, qnd escolhemos, escolhemos não somente por nós, mas tb pelos outros. Nossas escolhas influenciam na vida de todos à nossa volta e não há nada q possamos fazer contra isso... nem ir para o Himalaia, Izabella).
É, estou cansada... mas ainda quero continuar tentando comigo mesma e, se nada melhorar, aí sim acho q vou experimentar ser os outros um pouquinho...



Sunday, 19-Oct-2008 16:37 Email | Share | | Bookmark

E ele continua mudando... ela não sabe como reagir, não sabe o que pensar sobre tudo isso, sobre todas essas mudanças, mas ele muda sem nem ao menos perguntar pra ela, sem nem ao menos se importar se ela não o reconhece mais quando o vê.
Não vou dizer q ela sofra, mas acho q anda meio cansada. Não sabe aonde tudo isso irá parar, mas tenta se animar pensando q nunca sabemos aonde nada vai parar e, com isso, tb não seria diferente... não é só pq uma coisa é impensada q quer dizer q ela não exista.
Ele muda. Todos os dias, a cada segundo. E ela olha com os mesmos olhos, mas q tb já não são os mesmos pois ele tb os mudou.
Às vezes ela se sente como uma criancinha assustada q nada pode fazer contra aquilo q a assusta. Há coisas q não há como controlar. Há coisas q estão além de nós, ela deve admitir.
E qm será ele amanhã? Qm será ele na próxima semana, no próximo mês? Ela não sabe! Nem mesmo ele sabe dessas coisas! Ele muda, apenas isso. Talvez, lá dentro dele, tb haja um medo em relação a isso... talvez ele tb se assuste tanto qnt ela, mas não deixa transparecer.
E nisso eles continuarão até q chegue o momento q ele decida não mais mudar. Então poderão ver juntos o q aconteceu nesse tempo e em suas turbulências. E sim, ela estará lá para poder ver tudo isso, pois, no fundo, ela sabe q o medo de desaparecer para ele não é real. Ele não existe sem ela, assim como ela não existe sem ele - ao menos pelos anos de agora.
Em sustos, preocupações e alegrias, eles seguem, esperando o fatídico fevereiro, qnd esperam começar a mudança rumo a estabilidade...


Wednesday, 1-Oct-2008 14:39 Email | Share | | Bookmark
Afinidade é dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao de

Sei q há muitas pessoas com as quais compartilhamos afinidade ao longo desta vida, mas gostaria de dedicar essa crônica - q nem minha é, mas, como leitora, sinto-me no direito de fazer dedicações tb - a meu maior afim, Emerson Cardozo, q, ao longo desses dez anos de convivência presente e ausente, cresce comigo como o irmão q nunca tive, ou ainda mais profundo do q toda metáfora q poderia tentar usar aqui.

PS: Texto comentado... rsrsrs
As palavras de dentro dos colchetes "[]" são minhas - não culpem o Artur pelas insanidades de lá...

~~ Afinidade é dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois ~~
(Artur da Távola)

Afinidade não é o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos. O mais independente tb.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distências, as impossibilidades. Qnd há afinidade, qq reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em q foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro. Mas qnd existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois q as pessoas deixaram de estar juntas. O q vc tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro de sua boca diante de alguém com qm vc tem afinidade. [ e a gente q o diga...]
Afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos q impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar uma palavra. É receber o q vem do outro com uma aceitação anterior ao entendimento. [lembra de nossas últimas conversas no sofá aqui de cima? E dos longos silêncios sem angústia e nem necessidade de serem preenchidos? rsrsrs... lembrei como vc implicava com esses silêncios no início... é interessante ver como nos misturamos (eu entrei na sua fala e vc entrou no meu silêncio) e chegamos a um comum! E qnd a gente já concorda sem nem terminar a história do outro? rsrs Lembra tb do tempo q moramos no mesmo prédio, período q menos nos vimos, pois bastava olhar a luz do quarto do outro acesa pra nos sentir bem]
Afinidade é sentir com. Nem sentir 'contra', nem sentir 'para', nem sentr 'pelo'. Quanta gente ama, loucamente, mas sente 'contra' o ser amado. Qntos ama e sentem 'para' o ser amado, não para eles próprios.
Sentir 'com' é não ter necessidade de explicação do q está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do q falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é sentir 'com', mas jamais sentir 'por'. Qm sente 'por' confunde afinidade com masoquismo. Qm sente 'com' avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Qm não tem afinidade, questiona por não aceitar.Só entra em relação rica e saudável com o outro, qm aceita pra poder questionar. Não sei se sou claro: Qm aceita pra poder questionar, não nega ao outro a possiblidade de ser o q é, como é, da maneira q é. E uma vez aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso. Isso é afinidade. Mas o habitual é a gente ver alguém questionar pq não aceita o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona. Questionamento de afins, eis a (in)fluência. Questionamento de não afins, eia a guerra.
A afinidade é um sentimento singular, discreto, independete. Não precisa do amor. Pode existir qnd ele está presente ou qnd não. [é isso tudo o q nunca entenderam e aceitaram na gente... coitados, não são nossos afins...]
Independe dele. Pode existir a quilômetros de distância. É adivinhado na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar. Há afinidade por pessoas com qm nunca falamos e de qm nada sabemos. Há afinidade com pessoas de outros continentes a qm nunca vemos, veremos ou falaremos.[temos bastante afins assim, não??? ]
Qm pode afirmar q, durante o sono, fluidos nossos não saem para buscar sintonias com pessoas distantes, com amigos a qm não vemos, com amores latentes, com irmãos do não vivido? [putz, lembra de qnd cismamos em tentar nos encontrar na praça durante o sonho??? O sonho de fazermos viagem astral juntos?!!! Poxa, ainda tenho vontade...]
A afinidade é singular, discreta e independente, pq não precisa do tempo para existir. Vinte anos sem ver aquela pessoa com qm se estabeleceu o vínculo de adinidade! No dia em q vc a vir de novo, vai prosseguir a relação exatamente do ponto em q parou. Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas nem pelas pessoas q as têm. [nem vou comentar rsrs]
Por prescindir do tempo e ser a ele superior, a afinidade vence a morte pq cada um de nós trás afinidades ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente. Ela se prolonga nas células dos q nascem de nós, para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade. E exigente, apenas de uma coisa: q as pessoas evoluam parecido. Q a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau, pq o q define uma afinidadeé a sua existência tb depois. [lembra do tempo q havia medo do depois? Qnd vc reclamava dizendo q um belo dia seguiríamos caminhos diferentes e nunca mais as coisas seriam iguais - se é q voltássemos a nos encontrar? É engraçado como esse medo já não existe mais... já transcedemos o medo do depois, o medo da perda. Sabemos q isso é só ilusão]
Aquele ou aquela de qm vc foi tão amigo ou amado, e anos após encontra com saudade ou alegria, mas percebe q não vai conseguir restituir o clima afetivo de antes, é alguém com qm a afinidade foi temporária. É supratemporal. Nada mais doloroso do q contemplar uma passada afinidade, ou a ilusão de q as vivências daquela época eram afinidade. A pessoa mudou, transformou-se por outros meios. A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas e plantios de resutado diverso. [Isso me lembra naquele período estranho q eu estava experimentando o 'ser normal', lá pra 2004, qnd tudo começou a ficar esquisito em nossa afinidade. Mas acredite, não foi só vc qm ficou preocupado de todo aquele tempo de antes ter sido 'ilusão', eu tb fiquei. E preciso ainda confessar uma coisa: foi o não conseguir q nossa comunicação fosse tão boa q me deu forças pra eu deixar de lado aquela idéia e voltar pra mim; Por mais q me revoltasse com vc, tb me revoltava comigo, por estar fazendo aquilo, por querer ser um algo q não sou pra conseguir algo q não me é verdadeiro ao invés de ser o q sou e manter o q existe]
Afinidade é ter estragos psemelhantes e iguais esperanças permanecentes. Afinidade é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, qnt das impossibilidades vividas. [e esse parágrafo nem precisa de mais palavras!]
Afinidade é retomar a relação no ponto em q parou, sem lamentar o tempo da separação. Pq tempo e separação nunca existiram. Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida, para q a maturação comum pudesse se dar. E para q cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais, a expressão do outro sob a forma ampliada e refletida do eu individual aprimorado.



Friday, 12-Sep-2008 21:29 Email | Share | | Bookmark

Dificuldades? Pq tantas pessoas (das quais me incluo, óbvio... rsrsrs) tendem tanto a querer dificultar as coisas?
Se pararmos pra pensar bem, não há dificuldade nenhuma em nada, nós é q as colocamos. Nós qm queremos fazer isso ou aquilo daquele ou daquela outra forma muito mais complexa do q nos era necessário fazer e pq? Pq essa necessidade de complicar, dificultar tudo??? O q a gente ganha com essa mania?
Ainda não sei...
Afff... algo aconteceu no meio desse relato e vou ter de deixar em aberto q nem o anterior q ainda não tive coragem de vir completar...


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